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Mostrando postagens com o rótulo Belo

Sem Aspas | Retornemos ao belo, ao bom, à verdade - por Amanda Rocha

   "– Excelência, o senhor, que costuma tirar proveito de tudo, olhe aqui um canteiro inútil. Seria mais proveitoso plantar saladas que cultivar flores. – Mme. Magloire – respondeu o Bispo –, a senhora está muito enganada. O que é belo é tão útil como o que é simplesmente útil. E acrescentou depois de uma pausa: Talvez até mais." (Bispo Dom Bienvenu em Os miseráveis). A passagem acima foi escrita pelo francês Victor Hugo e nos apresenta uma concepção acerca do Belo que há alguns séculos se tornou obsoleta. Percepção que abarca a beleza com valor tão importante quanto a verdade e a bondade, algo que nos conduz aos clássicos, em Aristóteles, bem como rememora os conceitos de Tomás de Aquino. A perspectiva de beleza relacionada ao transcendental tem cedido espaço a uma carga ideológica, assim, passou-se a digerir a visão de que a arte deve ser, ou é, fundamentalmente, transgressora. Nesse aspecto, Ângelo Monteiro nos informa, em Arte ou Desastre, que “A negação de valores...

Sem Aspas | O Belo sob o olhar de uma criança e nossa guerra cultural – por Amanda Rocha

As discussões sobre arte galgam os holofotes dos mais variados espaços sociais. As ideias subjetivas e abstratas de que arte é o que o artista quer expressar, ou de que a beleza está nos olhos de quem vê, tem alçado muitos discursos dos ditos especialistas e ganham facilmente a aceitação dos mais leigos através da grande mídia. Já tratamos um pouco desse assunto aqui mesmo. A discussão é perene: o que é arte? O que é beleza? O que é o gosto? Esse assunto retornou às minhas análises, depois de ser cerceada por um momento pandêmico cercado pelos inúmeros afazeres domésticos quando minha filha de seis anos analisou um panfleto em nossa casa, o qual contém um resumo da historiografia literária. Ao observar a obra “Andarilho sobre mar de névoa”, de Caspar David Friedrich, datada de 1817, ela comparou-a a um rabisco do nomeado ícone do neo-expressionismo americano Jean-Michel Basquiat, a obra não é nomeada, mas data de 1981, tem um carro amarelo em destaque.  Andarilho sob...