Há alguns anos, era comum ver jornais expostos pelas ruas e bancas, ou entregues a assinantes por garotos em bicicletas. O advento da internet e mudanças na dinâmica social transformaram este cenário. Hoje, as informações saltitam nas telas dos smartphones, oriundas das mais diversas fontes. Com acesso à internet e um aparelho celular, todo mundo pode produzir conteúdo e reportar fatos. Essa revolução tecnológica singular gera um desafio: como o público poderá discernir o joio e o trigo em meio a tantas notícias, textos, áudios e vídeos? Se, antes, as pessoas sabiam exatamente a quem recorrer, hoje parece que há uma certa desconfiança no reino da comunicação. “Quando eu leio ou assisto a alguma notícia, seja pelas redes sociais ou pela imprensa, sempre fico me perguntando se é verdade mesmo ou se é fake news ”, pondera a dona-de-casa Jacira Silva, 56. Ela não está sozinha. Uma pesquisa divulgada em setembro de 2021 revela que o Brasil apresenta um dos maiores índices de d...