A discussão sobre a contemporaneidade das Escrituras me parece a mais relevante a travar na discussão do texto bíblico hoje. Tenho visto vários livros abordando questões como inerrância e autoridade das Escrituras, na quase totalidade traduções, mas que parecem deslocados em nosso contexto teológico. Alguns desses livros trazem para nossa situação questões mais atinentes ao momento teológico europeu ou norte-americano. Há discussões exaustivas sobre Bultmann, Brueggemann e Foehrer, a teoria fragmentária, a escola de Wellhausen e semelhantes. Não são, na realidade, relevantes para a teologia brasileira. Não nego que tenham seu valor, mas uma questão muito presente na educação ministerial e na teologia brasileira é a discussão de problemas que dizem respeito mais aos Estados Unidos e Alemanha que ao Brasil. Nossa discussão teológica ainda não é tupiniquim. Trata de temas alheios à nossa realidade. Uma boa parte de nosso conteúdo programático teológico é alheio à nossa cultura. Apes...