Desde que iniciamos neste blog temos conversado, senhores leitores, sobre assuntos vários: política, sociedade, literatura. Por algumas vezes, lemos breves estórias que não nego, me afagaram o ânimo; outras vezes, em contrapartida, vos escrevi com muito pesar. Há realidades duras de serem encaradas e provocam sentimentos despidos de nobreza. Quando penso em escrever-lhes sobre alguma reflexão e inicio o of í cio, descubro minha infinita restrição. Não digo tais coisas a fim de encontrar elogios, não exerço a falsa modéstia. Reconheço, simplesmente, que minha limitação lança-me à face minha pequenez, a pequenez humana. O quão miserável e dependente sou do Divino e que sem Ele de fato nada, absolutamente nada, poderei fazer. Muitas vezes as palavras saltam em minha mente como a água fervente a borbulhar num imenso caldeirão, contudo, são quentes demais e não posso pegá-las. Mesmo quando audaciosamente ouso agarrá-las, as comparo a outros escritos, de autores diversos, logo, intuo...