“Porque não me envergonho do Evangelho, pois é o poder de
Deus para salvação de todo aquele que crê” Assim diz as Escrituras Sagradas em
Romanos 1.16, outra passagem em Hebreus 4.12 diz- que “A palavra de Deus é viva
e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à
divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir
os pensamentos e intenções do coração”. Essa ação de tocar profundamente o
interior humano é um fator que conduz a fé cristã crescer imensamente em todo o
mundo, embora seja paradoxalmente a mais perseguida. A igreja nasceu sob
tensão, teve em Cristo - seu alicerce - o primeiro a sofrer, todavia é essa
aflição que justifica o avivamento da igreja, pois a morte de Cristo não é
simplesmente a doação de um mártir em defesa de uma causa; é a morte de Cristo
que garante vida, e vida em abundância.
Os valores judaico-cristãos fortaleceram sociedades e
asseguraram direitos aos indivíduos, desenvolvimento científico e filosófico,
além de disseminar a preocupação e o cuidado com o próximo, os mais carentes e
necessitados, atualmente nomeado Direitos Humanos – cada tópico elencado nessa
passagem desenvolve-se tão amplamente que por hora não será possível discutir.
A certeza é de que o evangelho transformou a civilização humana e atribuiu-lhe
valores indispensáveis.
Essas mudanças sociais que o cristianismo promoveu não
passaram despercebidas; ao longo da história galgou, além de adeptos, muitos
opositores. Foram e são nações, políticos, regimes, ideologias, outras
religiões, etc., que se opõem duramente aos princípios ensinados por Jesus
Cristo. Dentre os inimigos que predominam até os dias atuais encontra-se o
marxismo e o Islamismo, não obstante, é justamente em países
comunistas/socialistas ou Islâmicos onde a maioria dos mais de 100 mil cristãos
são mortos todos os anos por professarem a sua fé e onde os 215 milhões vivem
sob intensa perseguição. Em outros países ditos democráticos, mas simpatizantes
das ideologias marxistas, a perseguição é velada e inclui a exclusão social de
defensores das ideias contraditórias ao regime político e econômico criado por
Karl Marx (filho de judeus convertidos ao cristianismo, contudo Marx apostatou
de sua fé) e Friedrich Engels.
O Marxismo atual dista até certo ponto do idealizado por
Marx, ele precisou adaptar-se a cada momento histórico para conseguir
(re)existir. No ocidente as teses esdrúxulas do comunismo não foram prontamente
aceitas e careceu moldar-se, assim, ganhou um caráter humanitário, comprometido
com os mais pobres, os menos favorecidos, um pensar no próximo como a si mesmo,
e por esses motivos, que são na realidade meras falácias, muitos religiosos
trataram de amoldá-lo, como se fora possível misturar água e óleo. O marxismo
moldar-se-á quando necessário, o que importa é alcançar seus escopos, mas o
cristianismo é imutável, seus valores são eternos, não se submete às maldades
humanas, mas serve para a salvação do homem.
A linguística, a História, a Geografia, a Pedagogia, a
Psicologia, o Direito, enfim, o marxismo ganhou defensores nas mais diversas
áreas do conhecimento, e seguindo a cartilha do Italiano Antônio Gramsci,
preocupou-se em transformar o imaginário da sociedade com intuito de alçar a
hegemonia social. Lenin, ditador russo marxista, pregava uma revolução armada,
Gramsci a cultural. A primeira em maioria rejeitada, mas a segunda até nossos
dias está repleta de apoiadores dispostos a cumprir toda a cartilha
revolucionária. Olavo de Carvalho em “A nova era e a revolução cultural” diz
que “a revolução gramsciana está para a revolução leninista, assim como o a
sedução está para o estupro”, Gramsci vestiu de beleza o horror comunista.
O Darwinismo, o Materialismo, o Desconstrucionismo, o
ateísmo, todos estão atrelados ao marxismo, logo, jamais poderia este ser
associado ao cristianismo. Dentre as frases mais populares de Marx encontra-se
a que “A religião é o ópio do povo”, destarte, quando o comunismo liga-se ao
cristianismo é puro interesse em barganhar mais defensores. Lembre-se que para
seus idealizadores os fins, por mais imundos que sejam, justificam os meios,
não é a toa que aqui mesmo no Brasil já se vê comunista a promover “Encontro de
Evangélicos e Evangélicas” para discutir o fenômeno religioso e as
consequências políticas na sociedade brasileira. O marxismo está se
redesenhando, pois percebeu que depende desse povo que professa a fé no Evangelho
de Cristo.
O marxismo cultural percorreu vários caminhos e até chegou
à teologia e promoveu o que hoje se entende por Teologia da Missão Integral e
Teologia da Libertação, dentre os adeptos Ariovaldo Ramos e Leonardo Boff,
protestante e católico, respectivamente. O que ambos desconsideram é o
fundamento dessas teses. Marx, ao analisar a sociedade capitalista da época a
dividiu em infraestrutura e superestrutura, na qual a estrutura é base
econômica da sociedade, ou seja, onde se dá as relações de trabalho, já a
superestrutura corresponde ao Estado, Religião, Artes, meios de comunicação,
etc., para o teórico insano, a superestrutura seria definida, moldada pela
estrutura; contudo, Gramsci dirá exatamente o inverso e proporá uma revolução
cultural para transformar todo o aspecto econômico da sociedade. É justamente
nesse ponto que confrontarão o cristianismo, pois é necessário criar um novo
homem, que pense e aja completamente diferente, que não se submeta a preceitos
ou valores que não os do comunismo. Esse novo indivíduo comporia uma nova
superestrutura, teríamos um novo Estado, preferencialmente sem religião, novos
conceitos de artes, outros meios de fazer comunicação e por fim uma ampla
mudança na estrutura: na economia, ou seja, ter-se-ia o comunismo.
Não é difícil perceber a predominância das ideias de lutas
de classe em nossa sociedade embora predominantemente cristã. Grupos são postos
uns contra os outros, pois assim ficará mais fácil tomar a sociedade, quebrar a
superestrutura e por consequência adotar uma nova forma de fazer economia, ou
seja, uma nova estrutura social. Segregaram-nos em classes, como se por
distinções fossemos obrigados a sermos antagônicos, inimigos: homens x
mulheres, negros x brancos, heterossexuais x homossexuais, sulistas x nordestinos,
ricos x pobres, patrão x empregador, etc., etc., etc.
Na linguística o marxismo enraizou o chamado preconceito
linguístico, no qual se criou a teoria de que os alfabetizados da elite
burguesa e opressora visam destruir a população com baixa escolaridade,
humilhá-la por seus equívocos na linguagem (e acusam os direitistas de gostarem
de teorias da conspiração), logo, logo, não possuímos mais certo ou errado,
tudo o que é dito deve ser considerado correto (a exceção é se for dito por um
ministro conservador, nesse caso os regionalismos são intoleráveis), o fim é
uma imensa agressão à Língua Portuguesa.
O interessante é que os marxistas concederam um ar de
intelectualidade as maiores bizarrices como, por exemplo, dissociar sexo de
gênero, não é o fato de possuir genitália feminina que assegura o seu gênero,
isso não tornar ninguém mulher; ainda que se nasça com útero e que menstrue
todo mês, você não será uma mulher, a menos que decida ser uma mulher, mas caso
opte, você poderá simplesmente dizer que é um homem preso a um útero, ou quem
sabe um belo dia você acordará com desejo de ser um dragão, um unicórnio, etc.
o mesmo equivale ao sexo masculino, homens devem ficar à vontade para abdicar
de seu papel viril. Essas teorias insanas dizem que as preferências sexuais são
construções sociais, mas desde que sua escolha seja pela heterossexualidade,
caso opte por algum outro conceito de identidade de gênero (o que prefiro
nomear ideologia de gênero) a apreciação será distinta e até poderão dizer que
foi assim que nasceram. Transloucados por abalar a superestrutura, essas
insanidades têm conquistado espaço nas universidades e sido discutidas no meio
acadêmico como se fosse algo verdadeiro, inquestionável e irrefutável; sugiro
que não ouse criticá-los, caso contrário você, querido leitor, será taxado de
louco, opressor, LGBTfóbico fundamentalista, racista, fascista, taxista,
kombista, atacadista.
A ideologia de gênero e as concepções do feminismo
(movimento usurpado pelos marxistas) danificaram a língua, além do preconceito
linguístico há uma nova corrente nomeada Linguística Queer, que visa propagar
as teorias nefastas de Judith Butler. Tomaram todos os espaços possíveis e na
língua geraram termos escrotos como o uso do X para substituir morfemas de
gênero, exemplo: “meninx” e há até grupos nomeados “evangélicx”, contudo dentre
as maiores bizarrices que vi há os termos utilizados pelo grupo de cinco
mulheres que compõe o primeiro mandado coletivo na Assembleia Legislativa de
Pernambuco, as deputadas ligadas ao PSOL se auto intitulam “membras da
mandata”, em substituição aos termos membro e mandato, ambos substantivos
sobrecomum, e alegam que essa é uma forma de luta contra o machismo e o
patriarcalismo opressor. Esse mau uso
atesta a inserção das teses de esquerda na língua, na teologia, na política, no
âmbito jurídico etc. É insuportável assistir a uma palestra que
inconvenientemente o orador demonstra todo o seu desconhecimento na área da
linguística histórica e inicia seu discurso cumprimentando a “todos e todas”
por puro modismo.
Billy Graham
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O Comunismo não possui acordo com a verdade, com o justo,
com o correto, sequer afirmar haver algo verdadeiro, relativizam tudo, todas as
ciências. Cria problemas meramente para surgir como solução, mas como afirma
Billy Graham, um dos maiores pregadores do evangelho, “o mal da humanidade não
são os problemas sociais como defende Karl Marx, mas o problema está em seu
interior, seu nome é PECADO”, isso é o cristianismo que diz.
Os seguidores do Filho de Deus possuem valores específicos,
os quais andam na contramão do mundo. O verdadeiro cristão submete toda sua
conduta e escolhas à vontade de Deus. Ser cristão não é de modo simplista crer
na existência de um criador e em Jesus como filho de Deus, é a integralidade em
si dispor a Deus, de igual modo que Ele doou-se por amor à humanidade. É imitar
a Cristo. A igreja, não pode se
envergonhar do Evangelho de Cristo, não deve ceder às concupiscências da carne
e aos valores humanos advindos de filosofias que distam da lógica, da ciência
e, sobretudo, dos princípios de Deus. O verdadeiro “empoderamento” dar-se na
fraqueza, no negar-se e doar-se completamente ao Único que vive e reina para
todo o sempre. Chamem-nos de quadrados, de burros, insanos, mas não negociemos
nossos princípios. Tenhamos fé - o firme fundamento das coisas que não se veem,
mas se espera - esperemos o retorno de nosso Deus para reestabelecer o seu
Reino, o único justo e que durará para sempre.
As
indicações de livro para hoje são Marxismo Desmascarado de Ludwig Von Mises e
Não Senhor Comuna, Volumes I e II, de Evandro Sinotti. Que Deus vos abençoe.

Amanda Rocha é professora. Escreve em ConTexto nas quintas-feiras



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