“Nossa que capa tão linda!
AFF, mas as folhas são horríveis.” Quem nunca ouviu, ou até mesmo, não
pronunciou tal frase? Você se depara com um caderno perfeito por fora, mas
dentro, não te atrai nem um pouco, coisa comum na vida de todos os seres
humanos, aquele famoso “preconceito”, antecipar um conceito ao que não se
conhece.
Costumamos dar a nossa opinião
sem mesmo conhecer o produto por completo, e com as pessoas não tem sido
diferente. Vivemos no tempo das aparências, afinal, em uma sociedade
imediatista pouco importa conhecer o conteúdo, a “capa” já irá dizer o que
representa. É aí que mora o perigo!
Estamos rodeados dos mais
diversos tipos de pessoas, com as mais variedades personalidades e desejos que
não podemos conhecê-los apenas olhando de forma superficial. A maldade não se
vê na aparência, a bondade também não. Estamos em uma época do “raso”, tudo é
sem profundidade, é o tempo do mais ou menos, ama-se mais ou menos, doa-se mais
ou menos, ouve-se mais ou menos, importa-se mais ou menos, mais ou menos e mais
ou menos, é assim!
Poxa! Que chato isso! Quem
vive de mais ou menos, jamais se sentirá completo, ou você é mais, ou você é
menos, os dois não dá pra ser. O amor está em escassez, mas a preocupação maior
é em satisfazer egos, deixar os status pomposos, é postar fotos com amigos, que
nem são amigos e comentar “não vivo sem”, que mentira, vive louco pra se
livrar.
É a geração da aparência, do
tanto faz, nesse meio, sejamos o “mais”, do mais ou menos, sejamos o “conceito”
antes do pré, enfim, sejamos gente, sejamos humanos, sejamos o outro em nós.
Desse modo, repensemos a nossa geração, pois não foi o outro que mudou, fomos
nós que mudamos. Pense nisso!
Davi Geffson é mercadólogo e estudante de Letras


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