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Crônicas e poesias | O auge dos festejos juninos - por Nelson Lima


Desde sábado até ontem se comemora na verdade os dias de São João do festejo junino. Cada um com seu jeito, cada um com sua intenção. Resolvi colocar essa poesia da poetisa Dilma França, presidente da Academia Caruaruense de Literatura de Cordel.





São João de Caruaru

Mês de junho em Caruaru
É cheio de animação
Nossa cidade se veste
De chita, bandeira e balão
Muita cor e alegria
Formando a decoração.

Ainda sentimos saudades
Do antigo Forrozão
Onde os bailes eram animados
Com muita bebida e quentão
E os casais de namorados
Na maior badalação.

E o nosso Trem do Forró?
Chegava na estação
Trazendo muitos turistas
Com amor no coração
Pra ver as coisas bonitas
Que tem no nosso São João.

Hoje, a festa começa
Com uma apresentação
Daqueles homenageados
Dos artistas contratados
O lançamento perfeito
De toda programação.

A abertura oficial
É no Pólo da Estação
O povão acompanhando
Com muita animação
Turistas choram e riem
Pois é grande a emoção.

Então começa o desfile
Com muitas autoridades
O povo todo aplaudindo
Encantado com a cidade
 Que parece uma princesa
Vestida de felicidade.







Tem a casa do repente
No pólo da estação
A igrejinha famosa
Onde se faz oração
E a Casa Mamusebá
Animando o povão.

E não podia faltar
O tão querido CORDEL
Numa casa muito linda
Sempre com público fiel
Que gosta de ouvir as trovas
Comendo sarapatel.


As fogueiras dão um brilho
E aquecem o coração
Os bacamartes, nem se fala
No desfile, é uma emoção
Os fogueteiros, que belos!
Dão um show de explosão.

E no Pátio de Eventos
De Luiz Lua, O Gonzagão
Tem de Elba a Azulão
Sem faltar nos Pés-de-Serra
E os artistas mais famosos
De toda uma região.

E o desfile junino
Na Avenida a passar?
Escolas participando
Alunos e professores
Todos na rua felizes
Para a festa abrilhantar.

Autoridades diversas
Que aqui vêm festejar
Ficam de boca aberta
Com as bandinhas de pífanos
Engrandecendo a cidade
Que muito tem pra mostrar.

Falar no Alto do Moura
Nos enche de emoção
A casa de Vitalino
Marliete e seus irmãos
E os bonequinhos de barro
Representando a Nação.

Tem as comidas gigantes
A canjica de Peladas (Povoado)
O maior cuscuz do mundo
A Pipoca e o milho assado
Tem o chocolate quente
Com menino, velho e moçada

Pamonha e Pé-de-Moleque
Tudo isso forma um leque
De pratos pra apreciar
Tem ainda o munguzá
Em um caldeirão enorme
Enfeitando o Arraial.

Nas barracas ornamentadas
Vem, feijão verde provar
Sentar e saborear
Tapioquinha do Amor
Feita com muito carinho
Pra seu desejo saciar.

E ainda tem a fogueira
Lá na Praça Dom Vital
Alguém diz que é a maior
Que é bonita e ornamental
Na verdade não sabemos
Se existe outra igual.

É assim a nossa festa
Muito mais tem pra contar
Porém, o melhor que eu faço
É por aqui mesmo parar
E convidar você amigo(a)
Para vir aqui brincar.

Tenha um feliz São João
Você e sua família
Cante, dance, pule, brinque
E comprove se é verdade
O que acabei de narrar
Garanto, você vai gostar!


Nelson Lima é teatrólogo e poeta

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