Vivemos dias
maus. Sentimos temor de sair de nossos lares mesmo que para nos conduzirmos ao
templo para uníssonos, em oração, clamarmos a Deus. O que nos faz vencer o medo
é a certeza de que O encontraremos. Sua presença nos atrai, ansiamo-la;
todavia, temos de reconhecer que as adversidades, a rotina, as obrigações e,
sobretudo, os prazeres e os desejos de nossa personalidade podem nos afastar do
Senhor, podem impor um distanciamento, uma barreira entre Deus e nós; contudo,
aqueles que foram chamados por sua infinita graça sentem o desejo irresistível
de negar-se a si mesmo e tornar ao primeiro amor, ainda que afastemo-nos
seremos atraídos por Ele e regressaremos por sua infinita bondade e
misericórdia.
O pecado é
responsável pelo distanciamento entre Deus e o homem e para atar o laço de
comunhão Deus enviou-nos Jesus, o qual por seu incomensurável amor doou-se a si
mesmo em morte de cruz para a remissão dos pecados. Os dias são maus, mas
grande é o Senhor que nos fortalece.
Na antiguidade,
Davi também viveu dias maus e bradou a Deus. Há diversos Salmos que nos mostram
o clamor de nossos irmãos para que os livre dos homens maus e violentos, bem
como, os restaure de suas próprias iniquidades. Clamaram a Deus que os
retirassem da lama.
A desobediência
distancia o homem de seu Criador e provoca dores que afligem o corpo e a alma.
Salmos 6 nos versículos de 1 a 3 revelam que o salmista Davi descrevia ao
Senhor suas dores nos ossos e na alma, todo o capítulo revela um rei que
reconhecia seus erros, compreendia que era merecedor de um castigo por suas
transgressões, mas que requeria a Deus sua misericórdia. Em diversos Salmos o
poeta reconhece seu pecado, porém o medo da merecida punição fazia-o bradar
pelo perdão: Misericórdia, Senhor, cura-me, pois pequei contra ti (Salmos
41:4).
A ira de Deus é a
manifestação de sua justiça, somos todos dignos da condenação eterna,
entretanto, as misericórdias do Deus bondoso renovam-se a cada manhã e impedem
que sejamos consumidos. Lamentações 3.21-23:
Todavia, lembro-me também do que pode dar-me
esperança:
Graças ao grande amor do Senhor é que não somos consumidos, pois as suas misericórdias são inesgotáveis.
Renovam-se cada manhã; grande é a tua fidelidade!
Graças ao grande amor do Senhor é que não somos consumidos, pois as suas misericórdias são inesgotáveis.
Renovam-se cada manhã; grande é a tua fidelidade!
Os problemas
angustiam os servos do Senhor, porém os que aguardam nEle encontrarão consolo e
livramento; serão revestidos pela paz que transcende qualquer entendimento
(Filipenses 4.7), não se trata de um sentimento anestésico, mas a certeza de
que o Deus todo poderoso agirá para o bem daqueles que o amam (Romanos 8.28); é
versar sobre a convicção de que a bondade e as misericórdias o seguirão todos
os dias de sua vida (Salmo 23.6).
O cristão
alimenta-se das promessas do Senhor e guarda em seu coração as palavras de que
“aqueles que semeiam com lágrimas, com cantos de alegria colherão” (Salmos
126:5). Glória ao nosso senhor, pois é rico em misericórdia e nos amou
juntamente com Cristo, quando ainda estávamos mortos em transgressões (Efésios
2.4,5 e Romanos 5.8). Ele estendeu-nos a mão e nos livrou do poder das trevas,
transportando-nos para o reino do Filho do seu amor (Colossenses 1:13). Deus,
segundo sua misericórdia nos regenerou para uma viva esperança, pela
ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos (1 Pedro 1.3).
Em Romanos 9.15 o
apóstolo Paulo relembra as palavras de Deus a Moisés: “Terei misericórdia de
quem eu quiser ter misericórdia e terei compaixão de quem eu quiser ter
compaixão", isso nos remete a certeza de que a salvação não advém de
nossas obras ou esforços, é pela graça que somos salvos, são as misericórdias
que nos alcançam, elas estende-se aos que o temem (Lucas 1.50), não adianta o
homem vangloriar-se por qualquer boa ação que possua, pois sem Deus nada
podemos fazer (João 15.5), “porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas;
glória, pois, a ele eternamente. Amém” (Romanos
11:36).
O mundo é mau,
mas clamemos ao Senhor por suas misericórdias, para que nos livre de toda
maldade, mas também de nossas transgressões, de nossos pecados e que dirija-nos
por seu caminho. “Todas as veredas do Senhor são misericórdia e verdade para
aqueles que guardam a sua aliança e os seus testemunhos” (Salmos 25:10). Jamais
nos olvidemos:
Portanto, visto que temos um grande sumo
sacerdote que adentrou os céus, Jesus, o Filho de Deus, apeguemo-nos com toda a
firmeza à fé que professamos, pois não temos um sumo sacerdote que não possa
compadecer-se das nossas fraquezas, mas sim alguém que, como nós, passou por
todo tipo de tentação, porém, sem pecado. Assim sendo, aproximemo-nos do trono
da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos
graça que nos ajude no momento da necessidade. Hebreus 4:14-16.
A indicação de leitura de hoje é O Mestre da
Sensibilidade, de Augusto Cury. Deus vos abençoe.
Amanda Rocha é professora e
escritora



O que acho tremendo nas misericórdias do Senhor sobre nós, é saber que ela é o escudo entre nós e a ira de Deus pelos nossos pecados...
ResponderExcluirSem ela, nós já teríamos cidos destruídos.
E o mais tremendo é que estas misericórdias não só nos impedem de recebermos o que merecemos, como está atrelada a um favor imerecido, á saber a Graça Bendita do nosso Salvador Jesus Cristo!
Quando Deus olha pra nós, Ele enxerga duas coisas; as misericórdias que nos cobre e também a Graça que nos abraça, através de Seu Filho Jesus Cristo.
Merecemos a condenação eterna, e recebemos a eterna redenção!
Jesus tomou pra Si o pior e nos deu o melhor!
Que Amor é esse??
Como não amar Alguém que nos ama tanto assim!?