Lamentavelmente,
temos presenciado cenas chocantes provenientes dos óleos que estão invadindo o
nosso litoral, são seres marinhos que estão morrendo, aves que acabam sendo
envolvidas pelo óleo e chegam a morrer, são trabalhadores que têm suas fontes
de trabalho prejudicadas, enfim, uma grande mancha acaba tomando conta dos
nossos belos cenários naturais.
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| Foto: Salve Maracaípe |
Dentre
estes acontecimentos, existe um que tem mostrado a garra do povo nordestino,
são homens, mulheres e crianças querendo dar um jeito no problema, e em
mutirões, vão retirando os óleos que surgem em cada local, isso é brilhante,
pois ainda existem pessoas que presam pela sobrevivência do nosso ecossistema.
Contudo,
existe um poço de óleo dentro do coração de muitas pessoas que tem causado um
grande dano à nossa sociedade. A maldade tem se alastrado por todos os lados, a
falta de amor manchado a vida de muitas pessoas, a frieza do coração do homem
tem congelado os sentimentos que poderiam mudar a história de muita gente.
Observar
o mar sendo invadido por óleo dói na alma da gente, no entanto, todos os dias,
existem pessoas despejando o óleo da maldade na vida de outras pessoas, são
óleos que tiram de muitas pessoas o desejo de viver e ser feliz, assim como o
golfinho morre ao ser envolvido pelo óleo, nós também vamos morrendo ao sermos banhados
com o óleo da maldade em que a fonte tem sido o coração.
Desse
modo, unamo-nos, assim como estão fazendo nas área litorâneas atingidas pelo
óleo, façamos um com o outro, sejamos canais de bênçãos para os nossos irmãos
que sofrem com problemas emocionais. Ainda é tempo de limparmos o óleo, de
descobrirmos o foco e o bloquearmos, façamos isso enquanto a invasão está só
começando, não deixemos que esse começo coloque fim no mar da nossa vida.
Ainda
existe tempo
De
limpar este caminho
Observe
que a flor
Tem
de fato seu espinho,
Mas
são por meio das pétalas
Que
sentimos seu cheirinho
Davi Geffson é mercadólogo e
universitário de Letras


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