Foi noticiado na semana passada que
as estruturas da escola Casa do Trabalhador (Antigo Colégio Antenor Simões),
estão apresentando vários problemas. Uma comitiva da gestão municipal, esteve
no prédio na última sexta para fazer uma vistoria, além de alguns engenheiros
que constataram os problemas. Porém, antes da escola ser transferida para o
prédio três anos atrás, alguns engenheiros vistoriaram o local e constataram
que as colunas do prédio não eram na espessura correta para a quantidade de
andares, e alertaram que evitassem colocar muitas crianças no terceiro piso da
escola.
Agora o prédio apresenta problemas
como: rachaduras nas paredes, aparecimento de grandes fissuras no piso, alguns
canos estão esmagados, ou seja, a estrutura está dando sinais graves de
problemas. Após essa vistoria, ficou determinado que as aulas seriam suspensas
e que a secretaria de Educação, iria ver outro prédio para que os alunos não
ficassem prejudicados no calendário escolar. Mas pelo visto as aulas foram
suspensas apenas no final de semana, pois hoje (04/11/2019) as aulas ocorreram
normalmente. A questão é, se o problema fosse no prédio da secretaria de
educação, o secretário iria tomar qual providência? Será que estão brincando
com a sorte e com a vida dos 80 funcionários e quase 800 alunos?
Muito se falou em relação a educação
no ano de 2016 na campanha eleitoral por parte da atual gestão, mas o que
percebemos, é que não tivemos avanços significativos. Porém, já ocorreram
inúmeros problemas a exemplo de merenda estragada, prédio com problemas
estruturais na zona rural, falta de professores em algumas unidades, alunos
passando mal devido a pintura nas escolas, as vagas de creches que ainda não
atingiram 10% do prometido, entre outros.
Espero que a gestão tome uma rápida
providência em questão a essa escola, e que não aconteça algo de muito sério. Até
porque, no período da campanha, a educação, sempre é colocada como uma
“prioridade”, mas nas maiorias das vezes, ficam apenas no plano do governo. Já
assistimos nos últimos meses, inúmeros casos de prédios que apresentaram casos
parecidos em todo o Brasil, e lamentavelmente o final não foi feliz.
Oscar Mariano é pós-graduando em Ciência Política

Comentários
Postar um comentário