Muito tem se falado que, quando
houver uma atenuação da pandemia do novo coronavírus, a população mundial terá
de se adaptar a um ‘novo normal’. Muitos preveem que esta nova fase da história
humana será um momento em que as pessoas compreenderão os valores mais
essenciais e deixarão de lado certos ‘excessos’ que faziam parte da vida
pré-pandemia. Entretanto, não podemos afirmar categoricamente que esta
perspectiva se tornará real. Basta analisar alguns fatos, veiculados pela
imprensa, nacional ou internacional, percebemos indicativos do que virá:
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| Gerd Altmann/Pixabay |
- Robôs
Além do uso de drones para
entrega de suprimentos, que já tem sido amplamente divulgado, o que temos visto
é a tendência da utilização de robôs como instrumentos de fiscalização dos
seres humanos. Em Cingapura, um cachorro robô está sendo empregado paramonitorar o distanciamento social entre pessoas que circulam nos parques. A iniciativa
é apresentada de forma simpática, e deve ser expandida para os demais países do
mundo. Se assim o for, manifestações públicas de afeto deverão ser cada vez
mais coibidas.
- Isolamento ‘permanente’
A
imprensa fala constantemente sobre uma ‘second wave’ da covid-19, após uma
reabertura gradual da economia. Mesmo este momento de reabertura deverá prejudicar
os serviços considerados ‘não-essenciais’. Estabelecimentos como cafés, restaurantes,
escolas e salões de beleza serão bombardeados por novas regras, que na prática
irão aumentar a vigilância tanto para os empreendedores quanto para os
clientes.
- Dificuldades para viajar
As regras de voo estão sendo
alteradas em todo o mundo. A redução do número de passageiros em cada viagem
deverá elevar bastante o valor das passagens, gerando diversos impactos para as
empresas responsáveis. As viagens, principalmente internacionais, serão cada vezmais difíceis. As pessoas deverão permanecer em seus países de origem.
- Igrejas
A suspensão das atividades
eclesiásticas durante a pandemia provocou reflexões sobre a tradicional prática
de reuniões cristãs. A adoração comunitária está sendo substituída por
transmissões em redes sociais, diminuindo as interações sociais entre os
membros das mesmas comunidades de fé. Entretanto, os fiéis estão percebendo que, se as igrejas que frequentavam não ofereciam consolo espiritual nem formação teológica, talvez deixar de participar de reuniões religiosas se torne uma alternativa mais viável.
- Liderança mundial
O novo coronavírus colocou
holofote sobre outros problemas que não respeitam limites geográficos, a exemplo
da economia e do meio ambiente. Diante deste cenário, está sendo muito comum o
surgimento de nomes – como o filósofo Yuval Harari – em defesa da ascensão de
uma liderança mundial que se sobreponha às definições de cada país. Caso seja
levantado um líder com tais predicados, em um mundo tecnologicamente
hiperconectado, seu poder de atuação será inimaginável, maior do que qualquer
Antíoco Epifânio, Nero, Barcochab, Napoleão ou Hitler.
Jénerson Alves é jornalista

Verdade!
ResponderExcluirÓtima reflexão!
Nós ainda vamos sofrer um bocado pra que voltemos a ter liberdade.