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'Hora do soninho e musicoterapia' nas UTIs proporciona cuidado humanizado a recém nascidos

 


Os intensos cuidados aos recém-nascidos (RNs) pré-termo também passam pela "hora do soninho e musicoterapia", nas unidades de terapia intensiva (UTI) e de cuidados intermediários (UCI) neonatais do Hospital da Mulher do Agreste (HMA), em Caruaru, Pernambuco. O principal objetivo é proporcionar um cuidado cada vez mais humanizado, respeitando sempre o ritmo e as necessidades dos bebês. Essa é uma das práticas que pode ser relacionada ao movimento global dedicado à conscientização sobre a prematuridade – Novembro Roxo, que alerta sobre fatores preventivos, cuidados essenciais e a importância do acompanhamento multidisciplinar para os bebês e os desafios enfrentados por eles e suas famílias. 


O enfermeiro Jaldemir José da Silva, que foi o responsável pela implantação da prática na unidade de saúde, explica que em um ambiente repleto de estímulos luminosos e sonoros, a promoção de momentos de silêncio e relaxamento torna-se essencial para o bem-estar e para o desenvolvimento neurológico dos bebês. O profissional acrescenta: “A hora do soninho permite que os pacientes tenham um período de repouso profundo, necessário à maturação do sistema nervoso, crescimento celular e recuperação clínica. Já a musicoterapia, quando realizada de forma suave e controlada, contribui para a regulação de sinais vitais, melhora da saturação de oxigênio e redução da frequência cardíaca, além de favorecer o vínculo afetivo com os pais por meio de sons que remetem ao útero ou à voz materna”. 


Sendo o parto prematuro a principal causa de mortalidade infantil antes dos cinco anos de idade, ao longo do mês, instituições de saúde em todo o mundo reforçam protocolos e destacam a importância do acolhimento familiar. Assim, o HMA – referência em partos de alta complexidade para 53 municípios da 2ª Macrorregião –, vem promovendo uma série de atividades voltadas à qualificação das equipes da UTI e UCI Neonatal, setor Canguru e Casa de Maria (Casa da Gestante, Bebê e Puérpera). Os treinamentos abordam temas essenciais sobre prematuridade e incluem oficinas práticas, além de técnicas de alívio não farmacológico da dor, entre outras iniciativas fundamentais para o cuidado humanizado, como o banho de ofurô. 


Com o intuito de fortalecer o acolhimento e bem estar das mães dos prematuros da unidade, também faz parte da programação do mês palestras e ações especiais, a exemplo da roda de conversa com o tema “Novembro Roxo – Mês de Conscientização sobre a Prematuridade” e a dinâmica do relógio do tempo de espera, com a participação da equipe multiprofissional. A enfermeira supervisora do setor Canguru e da Casa de Maria, Thamires Orácio, destaca que a intenção é que as participantes se sintam parte ativa do processo de cuidado, além de acolhidas e fortalecidas, reforçando que a humanização é o eixo central do trabalho do HMA. “Acreditamos que cada prematuro traz consigo uma história de força e superação e é esse o compromisso que nos move: proporcionar um ambiente de cuidado, afeto e desenvolvimento saudável. Como diz a campanha ‘seja forte como um prematuro’, que todos cresçam saudáveis e cercados de amor”.


O parto é considerado prematuro quando ocorre antes de 37 semanas completas de gestação, quando os bebês, na maioria das vezes, não estão com os sistemas respiratório e digestivo totalmente maduros, precisando, portanto, de assistência multidisciplinar especializada imediata, a exemplo de UTI e UCI Neonatal, e acompanhamento contínuo, a fim de garantir que possíveis impactos da prematuridade no desenvolvimento da criança sejam tratados de forma adequada. Esse apoio também se traduz em ações práticas à família, a exemplo da orientação sobre a ordenha e manutenção da lactação, além de suporte psicológico para lidar com os desafios da prematuridade.


*Hospital da Mulher do Agreste* – Aguardado há mais de uma década pela população e com um investimento total de R$ 84,8 milhões, o HMA oferta cuidado a mulheres de 53 municípios da 2ª Macrorregião. Com mais de 190 leitos para garantir atendimento a urgências de baixa e alta complexidade em obstetrícia e ginecologia, incluindo UTI neonatal e adulta, bloco cirúrgico com cinco salas, ambulatórios especializados (ginecologia e obstetrícia, pediatria, cardiologia, endocrinologia, nutrição, mastologia, psiquiatria, psicologia, enfermagem e serviço social) e Centro de Diagnóstico e Imagem (tomografia, raio-x e ultrassonografia convencional e com doppler, além de mamografia).


A unidade oferece ainda espaço para acolher e prestar assistência, inclusive com residência temporária, a grávidas, mulheres no pós-parto e bebês que demandam cuidado contínuo sem a necessidade de internação hospitalar: a Casa da Gestante, Bebê e Puérpera (Casa de Maria), com 20 alojamentos e suporte de profissionais especializados. Já o espaço Canguru é composto por 15 leitos. A trajetória do HMA perpassa por construir laços entre equipe e paciente, oportunizando, dentro da linha de cuidado, memórias afetivas e de superação.

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