Ela é carioca, mas sua essência espraia-se para além dos territórios geográficos. Ela é jovem, mas suas canções evocam outro tempo, ressoam eras anteriores, tocam na eternidade. Ela sorri e canta, simultaneamente, parecendo uma criança que se diverte com as coisas mais simples.
Assim é Flora Eça – a quem tive a oportunidade de entrevistar recentemente, enquanto fez uma rápida passagem pela Capital do Agreste. O vídeo completo, gravado no Café do Virgulino, está no canal do YouTube do Blog Conexão Caruaru.
Além de hemácias, há sons no sangue que corre em suas veias: é neta do pianista, compositor e arranjador Luizinho Eça, uma lenda da música brasileira. Sua infância foi regada com arte. Na adolescência, sua verve emurcheceu por um tempo, mas refloresceu ao raiar da idade adulta.
Como flor, sua música brota para perfumar o mundo, transformando-o em um jardim. As mais diversas experiências da vida servem-lhe de sementes, irrigadas com a seiva da intuição. Amalgamando o etéreo com o efêmero, os versos se abraçam com os acordes. E o resultado é medicinal. Não são raros os ouvintes que narram momentos de cura interior a partir de suas canções – o que vem da alma afaga com outras almas.
Em junho, Flora lançou seu terceiro álbum, intitulado ‘Fadas, Cordas e Lendas’. O repertório conta histórias que geram uma atmosfera convidativa a imergir no âmago mais profundo do ser. Todo o trabalho pode ser conferido nas plataformas digitais.
Em contraste ao mundo frenético de hoje em dia, a música de Flora Eça é um convite a olhar para dentro de si, mergulhar em um oceano de bondade e de amor. É como um sussurro de Deus, derramando graça e esperança. Isso sem um rigor religioso ou litúrgico. Muito pelo contrário: é como o brincar de uma criança – aliás, as crianças conhecem bem o segredo da vida.
Confira a entrevista na íntegra clicando AQUI.
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Jénerson Alves é editor do Blog Conexão Caruaru

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