Inadimplência de aluguel em Pernambuco recua em fevereiro, na contramão da alta nacional, aponta Índice Superlógica
A inadimplência de aluguel em Pernambuco registrou retração em fevereiro, com taxa passando de 3,93% em janeiro para 3,67% em fevereiro, segundo dados do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica, principal plataforma de soluções tecnológicas e financeiras para o mercado do morar. No comparativo com o mesmo período de 2025 (3,91%), houve queda de 0,24 pontos percentuais. No país, a média nacional de inadimplência registrou leve alta após quatro meses consecutivos de queda, alcançando 3,35% em fevereiro, ante 3,29% em janeiro.
Apesar do recuo no estado, Pernambuco ainda se mantém acima da média nacional, indicando que o estado segue entre os mercados que demandam maior atenção por parte de imobiliárias e proprietários. Segundo Manoel Gonçalves, Diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica, o início do ano exige atenção, mesmo com variações moderadas. “A oscilação da inadimplência reflete um cenário ainda pressionado por inflação e juros, que impactam diretamente o orçamento das famílias e, por consequência, a capacidade de pagamento dos inquilinos”.
Entre a base analisada, a inadimplência em imóveis residenciais de alta renda (na faixa de aluguel acima de R$ 13.000), que esteve no topo das taxas mais altas durante 2025, teve alta expressiva de 3,81 ponto percentual, em fevereiro, com média de 8,58% contra 4,77%, em janeiro. Já os imóveis na faixa de até R$ 1.000, que registraram a maior taxa no mês passado no segmento residencial, subiram 1,32 ponto percentual, saindo de 5,76% para 7,08%, em fevereiro. A inadimplência de imóveis de R$ 2.000 a R$ 3.000 e R$ 3.000 a R$ 5.000 foram as mais baixas do período, com taxas de 2,78% e 2,89%, respectivamente.
Já em relação aos imóveis comerciais, a faixa até R$ 1.000 continua com a maior taxa, de 7,98%, alta de 0,76 ponto percentual na comparação com o mês anterior (7,22%). A segunda maior taxa foi em imóveis acima de R$ 13.000, com 4,67%. Já a menor foi na faixa de R$ 5.000 a R$ 8.000, de 4,09%.
Em relação ao tipo de imóvel, a taxa de inadimplência de apartamentos voltou a subir depois de três quedas seguidas, para 2,33%, após alcançar 2,15% em janeiro; a de casas subiu de 3,74% para 3,85%. Os imóveis comerciais também apresentaram alta, de 4,46% de inadimplência, em janeiro, para 4,75%, no último mês.
IIL por região
Em janeiro, a região Nordeste voltou ao topo do ranking de inadimplência, com uma taxa de 4,67%, alta de 0,71 ponto percentual em relação a janeiro (3,96%). Já o Norte, no topo no mês passado, ficou em segundo lugar, com 4,61%, alta de 0,58 ponto percentual, ante os 4,03% de janeiro. A região Centro-Oeste marca o terceiro lugar com 3,71%, um recuo de 0,43 ponto percentual, após os 3,28% do mês anterior. O Sudeste aparece em seguida, com taxa de 3,28% – alta de 0,12 ponto percentual em relação a janeiro –, e o Sul com 2,87%, mantendo a menor taxa do país, apesar da alta de 0,39 ponto percentual entre janeiro e fevereiro.
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