Inaugurado a zero hora do dia 16 de agosto de 2009 - primeira data comemorativa do dia do Escritor do Caruaruense (Lei 4.712/2008 - 31/10), por cinco anos consecutivos funcionou a oficina de leitura e produção de textos, na Rua Virgílio de Melo Franco, 335, São Francisco. Foi um quinquênio, quando ainda se usava o trema, de profícua produção literária, com concursos presenciais cujo tema era sorteado na hora da produção do texto.
O Ateliê conseguiu homenagear o saudoso Jornalista e Poeta Robson Sampaio, da Folha de Pernambuco, dando seu nome ao prêmio, concurso literário de janeiro de 2010 e veio ele, a Caruaru fazer a entrega dos prêmios aos três primeiros classificados. E em 2014 o Ateliê, imitou o romance de José Lins do Rego e ficou de "Fogo Morto". O interregno foi de uma duração razoável. Longos doze anos! A idade de uma infância! E, em Primeiro de Julho de 2026, exsurge a Tertúlia Dialógica (Encontro/Reunião de literatos e literatas com o fim precípuo de diálogo) imbuída de propósito idêntico - comemorar o Dia Municipal do Escritor - como ocorreu em 16/08 último, entretanto com participação restrita aos voluntários, inscritos no grupo de Whatsapp pelo número 81-99727818.
O Ateliê era fixo, a Tertúlia pode ser itinerante. Onde estiver a talha em madeira da "Tertúlia" aí estará ela com pelo menos três participantes. A primeira aconteceu com dez e foi prazerosa, pois premiou três deles com seus trabalhos no primeiro concurso literário. A Tertúlia busca ser democrática, nela todos têm voz, voto e opinião de convicção e não por convenção. O texto clássico é lido, debatido e posto em discussão e cada um leva para a sua casa a sua própria impressão. Na primeira Tertúlia o texto foi de Orígenes Lessa, extraído do seu livro O Feijão e o Sonho e na próxima o texto será da lavra de Humberto de Campos: Eu e o Meu Cajueiro. "Aos treze anos da minha idade e três da sua, nos separamos, eu e o meu cajueiro..." E assim começará a segunda Tertúlia, quem viver, verá!
Severino Melo é escritor
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